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Florianópolis Tem 10 Obras e Projetos Que Vão Mudar Acesso e Valor: Veja o Que Já Saiu do Papel

Veja as 10 obras e projetos que mudam o acesso e o valor em Florianópolis: o que já está pronto, em execução ou ainda é promessa, com valor e prazo verificados.

Florianópolis Tem 10 Obras e Projetos Que Vão Mudar Acesso e Valor: Veja o Que Já Saiu do Papel

Vista aérea da orla e dunas de Florianópolis ao entardecer

Photo by Renato on Unsplash

Florianópolis está com dez frentes de obra e projeto urbano em andamento ao mesmo tempo —
viadutos, uma nova avenida à beira-mar, a concessão de um centro de eventos, um parque com
marina e até um plano de urbanismo assinado por um dos nomes mais respeitados do mundo. Só que
elas estão em estágios muito diferentes.

Algumas já entregaram resultado. Outras têm contrato assinado e prazo confirmado. Outras ainda
dependem de uma licitação que já fracassou uma vez, ou de uma decisão judicial que pode mudar o
rumo do projeto. Comprar ou morar perto de uma obra sem saber em qual desses estágios ela está é
apostar no escuro.

Este guia separa o que já é fato do que ainda é promessa, com valor e prazo verificados em cada
uma das dez frentes — e vai sendo atualizado conforme cada uma delas avança.


Por que Florianópolis tem tantas obras e projetos ao mesmo tempo

Parte da resposta é histórica: a cidade cresceu mais rápido que sua malha viária, e gargalos como
o cruzamento do Elevado do CIC ou a SC-401 no Norte da Ilha vêm sendo represados há anos. A outra
parte é financeira. Nenhuma dessas dez obras é bancada só com dinheiro do município.

Há financiamento internacional (a Beira-Mar Continental usa recursos do Fonplata, fundo ligado à
Bacia do Prata), capital 100% privado mediante concessão de longo prazo (o Parque Marina, a
concessão do CentroSul) e até contrapartida de construtora — a reforma do Parque da Luz é
financiada por uma incorporadora como parte da outorga onerosa do direito de construir, o
mecanismo pelo qual empreendimentos privados pagam contrapartidas urbanísticas ao poder público.

Esse mix de fontes explica por que os prazos variam tanto: quanto mais dependente de aprovação
pública ou de licitação, mais sujeito a atraso.


O que já está pronto

Ponte da Lagoa da Conceição

A nova ponte sobre o Rio Ijuí já está entregue e em uso. São 214 metros de extensão e cerca de 17
metros de largura, com duas faixas de rolamento, ciclovia bidirecional e calçadas — liberada ao
tráfego de veículos, pedestres e ciclistas entre agosto e setembro de 2025, depois de cerca de
2,5 anos de obra.

O investimento foi de aproximadamente R$ 53 milhões, bancados por Governo do Estado e
Prefeitura de Florianópolis. Além de aliviar o trânsito na região, o vão livre amplo sob a
estrutura facilita a passagem de embarcações, e a obra melhorou a oxigenação e a circulação de
água entre a Lagoa da Conceição e a Lagoa Pequena.

É a única das dez frentes que já virou resultado concreto — e, por isso, a única onde já dá
para observar o efeito real na região, não só a promessa.


O que está em execução, com prazo confirmado

Elevado do CIC e a nova alça de acesso ao Itacorubi

Está em obra um viaduto exclusivo de duas faixas para quem vai ao Itacorubi, separando essa rota
do fluxo que segue pela SC-401 pelo Elevado do CIC — hoje as duas se cruzam num ponto de risco em
formato de “X”. A obra é uma parceria entre Prefeitura de Florianópolis e Governo de Santa
Catarina.

O investimento é de R$ 26,59 milhões, com prazo de execução de 18 meses. O escopo inclui
ainda a ampliação da Avenida da Saudade de 4 para 5 faixas e o alargamento de duas pontes sobre o
manguezal. Veja o guia completo do bairro Itacorubi,
atualizado com os detalhes dessa obra.

Triplicação da SC-401 em Cacupé

A rodovia mais movimentada de Santa Catarina está ganhando uma terceira faixa por sentido: são
6,56 km de triplicação a partir do km 12+800, do bairro João Paulo até o acesso a Cacupé. O
investimento é de R$ 73 milhões, do Governo do Estado, com obra iniciada em março de 2025 e
prazo de 18 meses.

O escopo complementar inclui quase 4 km de vias marginais, 6,2 km de ciclovias e três passarelas
de pedestres. As obras acontecem à noite (22h às 6h, de segunda a sexta) para reduzir o impacto
no trânsito diurno de uma via por onde passam cerca de 100 mil veículos por dia na alta
temporada.

Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte

Na orla da Baía Sul, entre as praças Portugal e Sesquicentenário, as máquinas já estão em campo
desde a primeira semana de julho de 2026. O projeto soma 440 mil m² — 300 mil m² de marina, com
capacidade para até 600 embarcações (30 vagas reservadas à pesca artesanal), e 140 mil m² de
parque urbano, com quadras esportivas, skate park de padrão olímpico, três playgrounds e
estacionamento subterrâneo de cerca de 550 vagas.

O investimento é de R$ 350 milhões, 100% capital privado da construtora JL Construções
(Cascavel-PR), mediante concessão de 35 anos — contrato de outorga de uso da água assinado em 18
de junho de 2026. O prazo total é de 4 a 5 anos, mas a parte do parque urbano deve ficar pronta
em 2,5 anos. A obra deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.
Veja o guia completo do Parque Marina,
atualizado com o início efetivo da obra.


O que acabou de destravar

Beira-Mar de Barreiros: 2 suspensões do TCE depois, licitação abriu propostas

A extensão da Beira-Mar Continental de Florianópolis através do bairro Barreiros, em São José,
até a BR-101 — 8,25 km no total, sendo 4,5 km em Florianópolis e 3,7 km em São José — já foi
suspensa duas vezes pelo Tribunal de Contas do Estado antes de sair do papel: uma sustação em
dezembro de 2025, liberada em junho de 2026, e uma segunda suspensão em julho, revertida em
menos de uma semana.

O investimento estimado é de R$ 280 milhões. A sessão pública de abertura de propostas
aconteceu em 15 de setembro de 2026 — até a apuração deste texto, o resultado ainda não havia
sido divulgado.

Vale um alerta: o trecho de São José está mais adiantado. O trecho de Florianópolis, de 4,5 km,
segue atrasado na documentação — e o risco, se os dois lados não avançarem coordenados, é um
“buraco urbano” bem no meio da avenida. Veja a novela completa de suspensões do TCE e o
resultado mais recente da licitação
.


O que está em obra mas sob disputa

Reforma do Parque da Luz

No Centro de Florianópolis, em frente à Ponte Hercílio Luz, o Parque da Luz está passando por uma
revitalização que inclui um playground de 531 m², reforma do campo de futebol, novos caminhos de
pedestre, bicicletário, iluminação e monitoramento modernos — preservando a vegetação nativa já
existente.

Quem financia é a construtora Dimas Construções, via outorga onerosa: a reforma do parque público
é a contrapartida pelo empreendimento residencial D/Sense Home Design, nas proximidades. O valor
do investimento e o cronograma completo de entrega ainda não foram divulgados.

Aqui entra o alerta mais importante desta lista: em 8 de setembro de 2026, a 28ª Promotoria de
Justiça da Capital ajuizou ação pedindo a suspensão das intervenções, apontando ausência de
aprovação dos órgãos de patrimônio histórico, falta de deliberação dos conselhos gestores, risco
ambiental e marcação de cerca de 60 árvores com tinta verde perto do campo de futebol. Até a
apuração deste texto, a Justiça não havia concedido liminar — aguarda resposta da Prefeitura e da
Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram). O desfecho ainda está em aberto.
Veja quem paga a conta e o que a ação do MPSC coloca em
risco
.


O que ainda depende de licitação ou decisão da prefeitura

Viadutos da SC-401 (km 12 e km 19)

Diferente da triplicação já em obra, os dois viadutos previstos na SC-401 — no km 12, acesso a
Santo Antônio de Lisboa, e no km 19, acesso a Cacupé e ao Caminho dos Açores — ainda não saíram
do papel. A licitação fracassou em maio de 2026: a única empresa interessada foi desabilitada
pela comissão técnica.

O investimento previsto é de mais de R$ 73 milhões, e o prazo original, que previa conclusão
até setembro de 2026, está comprometido. Um novo processo licitatório precisa ser aberto antes de
qualquer obra começar. Veja a nova data da licitação e o que já está em
60%
.

Concessão do CentroSul

A Prefeitura lançou edital para conceder o centro de eventos CentroSul por 35 anos. O
concessionário paga uma outorga mínima de R$ 16,5 milhões na assinatura, mais R$ 250 mil por ano
(corrigidos pelo IPCAIPCA — Índice Nacional de Preços ao Consumidor AmploPrincipal indicador oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE mensalmente. Referência para reajuste de aluguéis, financiamentos e títulos do Tesouro.Ver tudo ), e assume toda a operação — a Prefeitura não banca nenhuma obra, só
recebe.

Em contrapartida, o concessionário se compromete a investir, entre o primeiro e o sexto ano da
concessão, em reforma das áreas de convenção, galeria de serviços e estacionamento. As propostas
devem ser entregues em 14 de setembro de 2026, com sessão pública de licitação em 18 de setembro.
O valor total do investimento privado não foi divulgado.
Veja a história completa do CentroSul
30 anos sem gerar receita, um impasse que já custou 8 conferências, e os termos exatos da nova
concessão.

Cidade do Samba (Passarela Nego Quirido)

A Prefeitura avalia transferir os desfiles das escolas de samba da Passarela Nego Quirido — o
sambódromo oficial de Florianópolis desde 1989 — para uma área da União próxima ao Aterro da Via
Expressa Sul, no caminho entre o Centro e o Aeroporto Hercílio Luz.

A proposta, batizada de “Cidade do Samba”, prevê cerca de 10 barracões, museu do carnaval e bar
temático — uso o ano todo, não só no Carnaval. É a frente mais distante do radar de quem pensa em
comprar imóvel: ainda é proposta, sem decisão, cronograma ou confirmação sobre o destino da
estrutura atual. A passarela atual, aliás, não vai ser demolida — veja a versão oficial mais
recente
.


O que ainda é plano estratégico, sem obra física

Projeto Jan Gehl / Centro para Todos

Um nome de peso está por trás desta: o urbanista dinamarquês Jan Gehl, referência mundial em
urbanismo focado em pessoas, assina o masterplan “Centro para Todos” para o Centro Histórico de
Florianópolis, entre o Morro da Cruz e a Ponte Hercílio Luz.

O projeto se apoia em cinco eixos: mobilidade sustentável, espaços públicos com resiliência
climática, desenho urbano pensado para crianças, bairros completos (moradia, trabalho e
serviços integrados) e estratégias de turismo sazonal. A execução está prevista para 2026, mas o
projeto ainda está em fase de planejamento colaborativo — não é obra iniciada, e o valor de
investimento não foi divulgado. Veja as 70+ propostas entregues e quem pagou os R$1,2mi do
estudo
.


Mapa consolidado: obra, valor, prazo, status

Obra ou projetoValorStatus (setembro/2026)
Ponte da Lagoa da ConceiçãoR$ 53 miConcluída e em uso
Elevado do CIC / alça ItacorubiR$ 26,59 miEm obra, 18 meses
Triplicação SC-401 (Cacupé)R$ 73 miEm obra desde mar/2025, 18 meses
Parque Marina Beira-Mar NorteR$ 350 miEm obra desde jul/2026, 4-5 anos
Beira-Mar de BarreirosR$ 280 miLicitação abriu propostas em 15/09/2026, sem resultado ainda
Reforma do Parque da Luznão divulgadoObra parcial, sob ação do MPSC
Viadutos SC-401 (km 12 e 19)R$ 73 miLicitação fracassada, sem nova data
Concessão do CentroSuloutorga R$ 16,5 mi + R$ 250k/anoEdital aberto, sessão em 18/09/2026
Cidade do Samba (Nego Quirido)não divulgadoEm debate, sem decisão
Projeto Jan Gehl / Centro para Todosnão divulgadoPlanejamento, execução prevista 2026

O que isso significa pra quem quer comprar ou investir agora

Nem toda obra anunciada vira valorização automática — e nem toda obra pronta já se refletiu no
preço do metro quadrado. A diferença está no estágio: uma obra com contrato assinado e prazo
confirmado, como o Elevado do CIC, a triplicação da SC-401 ou o Parque Marina (já com máquinas em
campo), tem um horizonte de entrega mais previsível do que um projeto que ainda depende de
licitação, como os viadutos km 12 e 19 ou a concessão do CentroSul.

Comprar perto de uma obra em execução é apostar num prazo relativamente conhecido. Comprar perto
de um projeto ainda em plano — como o Jan Gehl, sem obra física iniciada — é apostar num
horizonte mais longo e mais incerto, mas também num preço de entrada que ainda não embutiu a
expectativa.

Se quiser aprofundar a lógica de valorização por região, veja também nosso guia sobre
os melhores bairros para investir em imóveis em Florianópolis.


Perguntas frequentes

Quais obras de infraestrutura estão em andamento em Florianópolis agora?

Três têm obra física confirmada e em execução: o viaduto de acesso ao Itacorubi (Elevado do
CIC), a triplicação da SC-401 em Cacupé e o Parque Marina Beira-Mar Norte. A Ponte da Lagoa da
Conceição já está concluída. As demais seis frentes estão em estágios anteriores — de licitação
em aberto a planejamento estratégico.

A licitação dos viadutos da SC-401 já foi resolvida?

Não. A licitação fracassou em maio de 2026 porque a única empresa interessada foi desabilitada
pela comissão técnica. Um novo processo precisa ser aberto, e o prazo original, que previa
conclusão em setembro de 2026, já não se sustenta.

O que muda com a concessão do CentroSul?

A Prefeitura concede o centro de eventos por 35 anos. O concessionário paga R$ 16,5 milhões de
entrada mais R$ 250 mil por ano e assume toda a operação, investindo nos primeiros seis anos em
reforma das áreas de convenção, galeria de serviços e estacionamento. A Prefeitura não banca a
obra — só recebe.

A reforma do Parque da Luz está confirmada ou pode ser suspensa?

Está em obra parcial, mas sob uma ação do Ministério Público pedindo suspensão, protocolada em 8
de setembro de 2026. A Justiça ainda não decidiu — não trate a reforma como certa até que a ação
seja resolvida.

Comprar perto de uma obra sempre valoriza o imóvel?

Depende do estágio da obra. Projetos com contrato assinado e prazo confirmado, como o Elevado do
CIC ou o Parque Marina, tendem a ter horizonte de valorização mais previsível do que projetos
ainda em licitação ou planejamento, como a concessão do CentroSul ou o masterplan de Jan Gehl —
nesses casos, o preço de entrada mais baixo vem acompanhado de mais incerteza sobre o prazo real
de entrega.

A Beira-Mar Continental vai mesmo ligar Florianópolis a São José?

Sim, esse é o objetivo — 8,25 km de extensão viária conectando o Rio Büchler, na divisa entre os
dois municípios, ao Rio Três Henriques, na BR-101. O trecho de São José (3,7 km) está mais
adiantado — passou por duas suspensões do TCE e abriu propostas de licitação em 15/09/2026; o de
Florianópolis (4,5 km) segue atrasado na documentação, o que pode gerar descompasso entre os
dois lados.

Quem vai pagar a nova marina e o parque na Beira-Mar Norte?

100% capital privado — a construtora JL Construções, de Cascavel-PR, investe R$ 350 milhões em
troca de uma concessão de 35 anos para explorar a marina. A obra começou em julho de 2026 e deve
levar de 4 a 5 anos, com o parque urbano pronto antes, em cerca de 2,5 anos.

O que muda com a ponte nova da Lagoa da Conceição?

A ponte de 214 metros sobre o Rio Ijuí já está entregue desde meados de 2025, com duas faixas de
veículos, ciclovia bidirecional e calçadas. Além de melhorar o trânsito na região, o vão mais
alto e amplo facilita a passagem de embarcações e ajudou a oxigenação da água entre a Lagoa da
Conceição e a Lagoa Pequena — é a única das dez frentes com resultado já visível hoje.

O que é o projeto Jan Gehl para o Centro de Florianópolis?

É um masterplan de urbanismo assinado pelo escritório do dinamarquês Jan Gehl, referência
mundial em cidades para pessoas, cobrindo o Centro Histórico entre o Morro da Cruz e a Ponte
Hercílio Luz. Foca em mobilidade ativa, espaços públicos, desenho urbano para crianças e turismo
sazonal — mas ainda está em fase de planejamento colaborativo, sem obra física iniciada nem
valor de investimento divulgado.

A Passarela Nego Quirido vai deixar de existir?

Ainda não há decisão. A Prefeitura avalia transferir os desfiles das escolas de samba para uma
nova estrutura no Aterro da Via Expressa Sul, num projeto batizado “Cidade do Samba” — mas o que
aconteceria com a Passarela Nego Quirido atual, no bairro Prainha, não foi confirmado
publicamente.


Florianópolis está mudando em dez frentes ao mesmo tempo, mas em ritmos diferentes — e separar o
que já é fato do que ainda é promessa é o primeiro passo antes de decidir onde comprar ou
investir. Fale com um consultor da Regente para entender o que cada uma dessas obras significa
para o bairro que você está de olho.

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