Quando o inquilino avisa que vai sair, a primeira coisa que o proprietário faz é agendar a devolução das chaves. A segunda, muitas vezes, é descobrir que o imóvel não está como foi entregue.
Paredes com manchas, furos de parafusos sem reparo, piso arranhado, box oxidado, tinta descascando por excesso de umidade. O que custaria um fim de semana de cuidado acumulou durante dois ou três anos de contrato.
A pergunta que todo proprietário faz nesse momento: quem paga isso?
O que a lei diz
A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991) divide a responsabilidade em duas categorias:
Desgaste natural: deterioração que acontece com o uso normal ao longo do tempo — tinta que perde luminosidade com os anos, vedações que envelhecem, borrachas que ressecam. Esse custo é do proprietário.
Dano por uso indevido ou negligência: furos sem reparo, manchas profundas, arranhões no piso, umidade causada por falta de ventilação, vidros quebrados, fechaduras danificadas. Esse custo é do inquilino — e pode ser cobrado.
Há ainda uma terceira situação relevante: quando o imóvel é entregue ao inquilino com pintura nova, o contrato pode — e deve — prever que ele seja devolvido nas mesmas condições. Nesse caso, a obrigação de repintar na saída é do locatário, independente de ser ou não “desgaste natural”.
A estratégia da pintura antes da primeira locação
A Regente incentiva os proprietários a pintar o imóvel antes de colocá-lo para alugar pela primeira vez. O motivo é prático: imóvel entregue com pintura nova cria uma referência objetiva e contratual — e permite exigir o mesmo padrão na devolução.
Esse critério se mantém ao longo das próximas locações. A cada novo contrato, o padrão é repactuado. O imóvel que começa bem tende a ser conservado melhor — e o proprietário não precisa bancar reformas que não são sua responsabilidade.
Desgastes naturais decorrentes do uso são esperados e previstos. O que a Garantia Total da Regente cobre são os danos além do normal — sinais de mau uso, negligência ou deterioração que excedam o desgaste legítimo do contrato.
O problema começa na entrada — não na saída
A maioria dos prejuízos na saída do inquilino tem origem no momento da entrada: a vistoria não foi feita, ou foi feita de forma superficial — sem fotos, sem laudo detalhado, sem assinatura de ambas as partes.
Sem laudo de entrada, o proprietário não tem base documental para cobrar. O inquilino pode alegar que o furo já estava lá, que a parede já tinha aquela mancha, que o piso já estava assim. Sem documentação, é difícil contestar — e na prática a maioria dos proprietários absorve o custo como inevitável.
A vistoria da Regente é descritiva e fotografada em mínimos detalhes. Cada cômodo, cada parede, cada item de acabamento — registrado com foto e descrição escrita, assinado pelo inquilino na entrada. Esse processo é o que garante ao proprietário o direito de cobrar pelos danos comprovados e é um dos pilares da confiança que a Regente mantém com seus proprietários.
O custo real de uma reforma de saída em Florianópolis
Os valores variam por tamanho do imóvel, estado de conservação e profissional contratado. Como referência em 2026:
| Serviço | Faixa de custo |
|---|---|
| Pintura completa — studio (35–45 m²) | R$ 1.800 – R$ 3.500 |
| Pintura completa — 2 quartos (60–80 m²) | R$ 3.000 – R$ 6.000 |
| Rejunte e reparos de piso | R$ 400 – R$ 1.500 |
| Troca de fechaduras | R$ 200 – R$ 600 |
| Reparos gerais (vidros, torneiras, box) | R$ 300 – R$ 1.500 |
Uma reforma completa num apartamento de 2 quartos pode ultrapassar R$ 8.000. Para um imóvel com aluguel de R$ 3.000/mês, isso equivale a quase 3 meses de aluguel — ou a mais de 2 anos de taxa de administração.
Como a gestão profissional resolve
Na saída, o laudo de entrada é confrontado com o estado atual do imóvel. O que é dano documentado é cobrado do inquilino ou descontado da garantia. O que é desgaste natural é tratado como responsabilidade do proprietário — sem ambiguidade, sem briga.
Com a Garantia Total da Regente, o proprietário está protegido mesmo quando o inquilino não tem recursos para cobrir os danos: a Garantia cobre os reparos necessários para devolver o imóvel em condições de locação. Sem negociação, sem processo judicial para cobrar conserto de box.
Para entender o que cada modalidade de garantia cobre — inclusive na saída do inquilino —, o guia sobre garantias de aluguel compara fiador, caução, seguro fiança e a Garantia Total em detalhe.
A lógica de pagar para não se incomodar
“Taxa de administração é custo.” Essa é a conta fácil.
A conta difícil: quanto custou a última reforma de saída? Quanto tempo você dedicou a agendar, supervisionar e cobrar do inquilino pelos danos? Quanto tempo o imóvel ficou vazio entre um contrato e outro porque precisava de reparos que não estavam documentados?
A gestão profissional não elimina o desgaste do imóvel. Elimina o desgaste do proprietário — que deixa de ser quem agenda o pintor, briga pelo box e absorve o custo do que não documentou na entrada.
Para entender o que está incluído na taxa e como a base de cálculo afeta o retorno líquido, o guia sobre taxa de administração imobiliária em Florianópolis detalha os componentes e o que cada percentual representa na prática.
Fontes: Lei nº 8.245/1991 — Lei do Inquilinato, art. 22 a 26 (Planalto.gov.br); dados operacionais Regente Imóveis (2026).



