Casas maiores e adaptadas ao home office são tendência pós-Covid

Casas maiores e adaptadas ao home office são tendência pós-Covid

Casas maiores e adaptadas ao home office são tendência pós-Covid

Por codde | Coqueiros 19 de janeiro de 2021 Casas maiores

É perceptível que a pandemia impactou profundamente a construção civil e toda uma cadeia de negócios voltados à moradia. Afinal, também está muito claro que um dos principais fatores associados à necessidade do distanciamento social foi a mudança da nossa relação com o lar.

Até então, estar em casa praticamente se resumia ao momento de dormir e isso mudou muito, a partir de março de 2020. Nosso espaço de morar se transformou, também, no ambiente de trabalho e estudos e passou a protagonizar momentos de lazer em família. Foi a deixa para termos mais atenção às expectativas diferentes com relação à qualidade de vida no ambiente doméstico.

Casas melhores e reformas em cena

É o que está por trás de um sensível aumento na procura por apartamentos maiores e, principalmente, por casas. Dados mapeados pelo Google e publicados em matéria da Revista Exame, indicam que as buscas pelo termo “casas para alugar” cresceram 668% , na comparação entre agosto de 2020 e o mesmo mês em 2019.

Para a mesma direção aponta outro levantamento, realizado por uma plataforma digital que negocia imóveis em 30 cidades das maiores regiões metropolitanas do Brasil. O levantamento detectou um aumento de 58% na procura por apartamentos com quatro quartos, enquanto os de um quarto tiveram queda de 37% nas buscas.

São importantes indicativos de que o interesse pelo investimento em imóveis cresceu e deve se manter em alta. Algo para o que também colabora o cenário econômico. Com a manutenção da Selic em baixa e o IGPM em alta, os valores dos aluguéis aumentaram, o que indica uma tendência ainda maior para a opção pela compra de imóveis.

Isso tudo sem contar a alta demanda por reformas, que sinalizam nossa busca por lares que proporcionem melhor qualidade de vida.

Adaptação ao home office é ponto alto

E não apenas a possibilidade de acesso a quintal, jardim e outros espaços externos entram em jogo nessa mudança de comportamento que sinaliza o perfil dos empreendimentos e do consumidor de imóveis no pós-Covid. Outra grande tendência é o home office, que envolve a criação de espaços domésticos adequados ao trabalho.

O trabalho remoto, certamente, já vinha se apontando como tendência, e, na visão de analistas e especialistas, deve se consolidar, a partir da pandemia. Manter as equipes em casa, principalmente na fase inicial da pandemia, foi a estratégia adotada por 46% das empresas ouvidas num estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA). A pesquisa “Gestão de Pessoas na Crise Covid-19” ouviu 139 pequenas, médias e grandes empresas que atuam em todo o Brasil.

Foi uma medida emergencial que acabou agradando muitos gestores e trabalhadores, a se julgar por indicativos como o de uma pesquisa da empresa de cibersegurança Fortinet, divulgada em setembro de 2020. A conclusão foi de que 30% das empresas participantes do levantamento devam seguir com o regime de trabalho, ou pelo menos combinar jornadas presenciais e domésticas. No que diz respeito aos investimentos em infraestrutura para o teletrabalho, estima-se um aumento de 90%, o que significa uma cifra de cerca de US$ 250 milhões.

É uma demanda à qual o mercado imobiliário precisa estar atento. A taxa SELIC mantida a baixas taxas, bem como condições favoráveis de oferta de crédito pelos bancos, se somam a esse olhar mais atento dos consumidores para a moradia, animando o setor da construção civil. Mas é preciso que as empresas do segmento, como incorporadoras, construtoras e imobiliárias invistam com seriedade no atendimento dessas novas demandas de consumo despertadas, adaptando-se a tendências como o trabalho doméstico.

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